Sakamoto e Dimenstein juntinhos lá (na Home do UOL) e aqui no Blog
Os jumentos perderam a vergonha
Depois de oito anos agüentando Lula o Brasil agüentará por oito décadas o desserviço que este senhor prestou ao país. Sua sapiência oriunda da megalomania, afinal ele se orgulha de não ter estudado, conquistava as almas mais dotadas de inteligência, o que dizer das almas de jumento?
As almas de jumento finalmente se sentiram representadas. Agora a ignorância está no patamar que sempre mereceu. Junto a essa ignorância está, claro, a altivez. A altivez dos jumentos é indecorosa pois provém do ressentimento. Nada que venha do ressentimento pode ser bom. O ressentimento quer eliminar, quer destruir, quer sangue!
Os jumentos estão em polvorosa. Perderam a vergonha e militam pela causa: a jumentice. A jumentice é o que se pode chamar de politicamente correto. Os jumentos são politicamente corretos ressentidos cheios da altivez assassina, afinal, eles estão do lado do bem, do belo e do justo e nada mais banal do que sujeitar aqueles que se fizerem de empecilho ou se colocarem como adversários das suas ideias redentoras. Esses jumentos não aceitam contradição, divergência, críticas – quem ousa confronta-los é logo taxado com algum adjetivo batidasso que consta no dicionário esquerdista: direitista, reacionário, inimigo do povo, capitalista, burguês, e por aí vai.
Os jumentos altivos tem um modo próprio de ação: eles não argumentam. Eles não analisam argumentos e não rebatem argumentos. Partem logo pra agressão verbal própria dos incapazes de raciocínios com mais de duas palavras. Jumento que é jumento pensa por blocos de ideias, não sujeitando essas ideias, e nada que ele pensa ou profere, a um mínimo exame que seja. Quando abrem as bocas só saem aquelas verdades absolutas dignas de jumentos. A contradição pra eles faz parte e é algo a ser comemorado.
A canalha de jumentos está firme e forte e procria-se com uma rapidez surpreendente. Em breve teremos o país onde a inteligência será algo exótico. Onde o mérito desaparecerá dando lugar ao loteamento aos jumentos de raça. Lula conseguiu seu intento. Somos um país de jumentos.
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Que vergonha de ser hétero
Escrevi um longo texto argumentando porque considerava uma provocação ridícula e descabida a aprovação pela Câmara Municipal de São Paulo do projeto de lei 294/2005, que institui o Dia do Orgulho Heterossexual. A proposta do vereador Carlos Apolinário (DEM), que depende agora da sanção do prefeito Gilberto Kassab, é claramente uma reação à crescente importância da Parada Gay e seus milhões, mas também ao debate sobre a garantia dos direitos fundamentais dos homossexuais – cada vez mais público, não graças a Deus. A data seria no terceiro domingo de dezembro, perto do Natal.
No texto que havia escrito para hoje, tratei do perigo representado por uma maioria (com direitos assegurados) que começa a se manifestar de forma organizada diante da luta de uma minoria por seus direitos, reivindicando dessa forma a manutenção do espaço que já é seu – conquistado por violência, a ferro, a fogo e na base da Inquisição. Mesmo que a conquista de direitos pela minoria não signifique redução de direitos da maioria mas, apenas, necessidade de mais tolerância por parte desta. Lembrando que “maioria” e “minoria” não são uma questão numérica, mas sim de quanto um grupo consegue efetivar sua cidadania.
Mas, aí, desencanei e joguei o texto fora quando li que, de acordo com o projeto, a data servirá para “conscientizar e estimular a população a resguardar a moral e os bons costumes”.
Diante disso, só há algo a dizer: que vergonha de ser hétero.
Leonardo Sakamoto
Comento
Sakamoto, na linha Dimenstein de não argumentar e dizer as verdades absolutas, proclama que o dia do orgulho heterossexual “é claramente uma reação a crescente importância da Parada Gay e seus milhões, mas também sobre a garantia dos direitos fundamentais dos homossexuais”. Por que? Ele não disse. Importância da Parada Gay? Que importância? Ele não disse. Importância pra quem? Ele não disse. Importância onde? Ele não disse. Das duas uma: ou ele acredita que sua opinião está acima do bem e do mal e não será contestada ou ele acredita que seus leitores são débeis mentais incapazes de um raciocínio minimamente lógico. Eu teria vergonha é de escrever um não-texto como este de Sakamoto.
Fonte: http://blogdosakamoto.uol.com.br/2011/08/03/que-vergonha-de-ser-hetero/
Dia do Orgulho dos Héteros e dos Corintianos
A proposta aprovada na Câmara dos Vereadores paulistana de criação do Dia do Orgulho Heterossexual, em nome da defesa da "moral e dos bons costumes", é mais um preconceito do que simplesmente uma tolice. E ainda existe quem defenda esse tipo de bobagem. Se tivessem aprovado o Dia do Orgulho dos Corintianos teria a mesma relevância cívica.
Pessoas preconceituosas e atrasadas não sabem conviver com a diferença. Assim, não percebem o que significa, no cotidiano, ser minoria e discriminado. Daí a necessidade de ir contra a corrente e valorizar o direito de ser diferente os judeus, mulheres, nordestinos, islâmicos, negros, portadores de deficiência, evangélicos, católicos, quando são, em determinadas sociedades, minorias e discriminados.
Heterossexual não tem problema de autoestima ou de perseguição.
Tolices desse tipo, patrocinadas por um político que se diz evangélico, apenas reforçam a imagem de intolerância de lideranças evangélicas.
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Parece até ironia falar em defesa da moral e dos bons costumes na Câmara dos Vereadores.
Gilberto Dimenstein
Comento
Dimenstein não diz por que o tal dia do orgulho heterossexual “é mais um preconceito do que simplesmente uma tolice”. Cabe ao leitor completar a lacuna estrondosa deixada na argumentação. O autor investe pesado na cumplicidade do leitor com seu ponto de vista. Será que quem não acompanha Dimenstein nas suas opiniões serão “pessoas preconceituosas e atrasadas” que “não sabem conviver com a diferença”? E Dimenstein sabe? Ele sabe que “heterossexual não tem problema de autoestima ou de perseguição” Dimenstein conhece todos os heterossexuais do mundo e conhece também seus problemas e conhece também os problemas que eles não tem. Dimenstein, o que é não ter problema de perseguição? É não ser paranóico?
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